Promoção de Natal

6 de dez. de 2012

Magia do Amuleto

" Vendo-a tão de perto, 
pode sentir acordado o que experimentara em sonhos...
Ele mergulhara naquele olhar para buscar a vida, 
e agora pertencia a ela."

5 de dez. de 2012

Personagem - Cecília Meireles



"Teu nome é quase indiferente e nem teu rosto mais me inquieta. 
A arte de amar é exatamente a de se ser poeta. 

Para pensar em ti, me basta o próprio amor que por ti sinto: 
és a ideia, serena e casta, nutrida do enigma do instinto. 

O lugar da tua presença é um deserto, entre variedades: 
mas nesse deserto é que pensa o olhar de todas as saudades. 
Meus sonhos viajam rumos tristes e, 
no seu profundo universo, 
tu, sem forma e sem nome, 
existes, 
silêncio, obscuro, disperso. 
Teu corpo, 
e teu rosto, 
e teu nome, 
teu coração, 
tua existência, tudo
 o espaço evita e consome: 
e eu só conheço a tua ausência. 

Eu só conheço o que não vejo. 
E, nesse abismo do meu sonho, alheia a todo outro desejo, 
me decomponho 
e recomponho."

2 de dez. de 2012

Pablo Neruda


"Tu sabes como é:
se olho a lua de cristal,
os galhos vermelhos do outono em minha janela,
se toco junto ao fogo as impalpáveis cinzas
no corpo retorcido da lenha,
tudo me leva a ti,
como se tudo o que existe
aromas, luz, metais,
fossem pequenos barcos que navegam
em direção às ilhas tuas que esperam por mim.

Agora, bem,
se pouco a pouco tu deixares de me querer
pararei de te querer
pouco a pouco.
Se de repente me esqueceres
não me procure,
pois já terei te esquecido.
Se consideras violento e louco
o vento das bandeiras que passa por minha vida
e decidires me deixar às margens do coração no qual tenho raízes,
lembra-te
que neste dia,
a esta hora
levantarei os braços
e minhas raízes partirão em busca de outra terra.


Mas, se em cada dia,
cada hora,
sentires que a mim estás destinado com implacável doçura,
se em cada dia levantares uma flor em teus lábios para me buscares,
oh meu amor, oh minha vida,
em mim todo esse fogo se reacenderá,
pois em mim nada se apaga ou se esquece,
meu amor se nutre do seu, amado,
e enquanto viveres
estará em teus braços
sem deixar os meus."

1 de dez. de 2012

Luz do Sol


                                "Luz do sol, que a vida traga e traduz
                                         Em ver de novo, em verde 
                                                                          em graça 
                                                                                  em vida, 
                                                                                         em força, 
                                                                                                 em luz...

Céu azul
Que venha até onde os pés
Tocam a terra
 E a terra inspira
     E exala seus azuis...


                                       Reza, reza o rio
Córrego pro rio    
                                                  Rio pro mar
                                       Reza correnteza
Roça a beira,
                                                   doura areia...


Marcha um homem
Sobre o chão
Leva no coração
Uma ferida acesa
Dono do sim e do não
Diante da visão
Da infinita beleza...
Finda por ferir com a mão
Essa delicadeza
A coisa mais bonita

A glória, 
                         da vida..."

29 de nov. de 2012

Magia...

"Naquele instante, Rodrigo sentiu que precisava sugar de Yana a energia do sol que se derramava sobre sua pele, como se fosse um último suspiro de vida. Subiu nela, sem tirar os olhos de seus lábios, e gemendo, mergulhou no corpo macio com a voracidade ancestral despertada em seu inconsciente. Buscou suavizar a sede implacável que se apoderou dele com um beijo selvagem, onde os movimentos se assemelhavam à violência das ondas de um mar em tempestade. Um grito desesperado ecoou quando, por fim, a razão se fez maior do que o prazer avassalador que foi alcançado. Ficaram abraçados por algum tempo, usufruindo o calor que transmitiam um ao outro..."


A Sacerdotisa Yana e o Capitão Rodrigo

Capa do livro "Herança da Paixão", de Shannon Drake
Minha'lma de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver
Não és sequer a razão do meu viver, pois que tu és já toda a minha vida

Não vejo nada assim, enlouquecida
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser, a mesma história tantas vezes lida

Tudo no mundo é frágil, tudo passa
Quando te digo isso, toda a graça
De tua boca bonita fala em mim, de olhos postos em ti, digo de rastro

Podem voar mundos, mover astros
Que tu és como um deus, princípio e fim."

Florbela Espanca