Promoção de Natal

27 de dez de 2009

Templo e Sacrário

  "O homem é um Templo, a mulher um Sacrário: 
ante o Templo, o descobrimos
 ante o Sacrário, ajoelhamos-nos..."
Victor Hugo

   Feliz Ano Novo!!!!

14 de dez de 2009

Caled (título provisório)

Para nossos amigos, colocamos uma pequena parte de nosso segundo livro, quase terminado.



As nuvens cobriram o céu e devoraram o brilho da lua cheia. O vento do norte vibrou num som contínuo e crescente, fazendo com que ele puxasse as rédeas do animal, e olhasse para o fim da curva sinuosa que se descortinara através da vegetação intensa. Seu coração disparou frente à claridade inusitada que vislumbrou perto do vilarejo localizado ao pé da montanha. Então, uma voz tão suave quanto desesperada misturou-se ao lamento dos sons que invadiam seus ouvidos.
- Me ajude... por favor, preciso de você...! Venha até mim e me tire daqui! - A estranha súplica sussurrada dominava seus sentidos.
- Quem é você, que penetrou em minha mente?
- O fogo está aumentando, não vou suportar mais...
Aquilo não poderia estar acontecendo com ele. Sua vontade era ignorar o apelo, mas seu instinto o obrigava a prosseguir. Caled suspirou, e fez o que precisava. Indo em direção ao clarão, esporeou seu cavalo, lançando-se contra o vento com uma força sobrenatural.
- Aguente firme, estou a caminho!

Os tons acobreados da fogueira turvavam sua visão, e gotas de suor brotavam em suas têmporas. Enquanto galopava em desvario, invocou aos deuses que amenizassem a força ígnea que a maltratava.

A magia da mulher que implora pela vida uniu-se à minha. E com a força que pulsa em meu peito, rogo aos céus a sua proteção”.

Fortes pingos começaram a cair sobre ele, e uma espessa cortina de água desabou. O estreito caminho de terra batida tornou-se escorregadio, exigindo maior destreza na descida íngreme que o conduziria ao seu destino.

A Sacerdotisa Yana e o Capitão Rodrigo

Capa do livro "Herança da Paixão", de Shannon Drake
Minha'lma de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver
Não és sequer a razão do meu viver, pois que tu és já toda a minha vida

Não vejo nada assim, enlouquecida
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser, a mesma história tantas vezes lida

Tudo no mundo é frágil, tudo passa
Quando te digo isso, toda a graça
De tua boca bonita fala em mim, de olhos postos em ti, digo de rastro

Podem voar mundos, mover astros
Que tu és como um deus, princípio e fim."

Florbela Espanca